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Brasil ultrapassa Alemanha em expansão de energia eólica em 2015

02 de Setembro de 2014

UEE de Icaraí, no Ceará (maio de 2014)

Com uma expansão prevista de 6 gigawatts (GW) da capacidade instalada de energia eólica em 2015, o Brasil passará a ocupar a segunda posição em expansão de energia eólica no mundo, atrás apenas da China, e superando a Alemanha, que em 2013 ficou na frente do Brasil com mais 3,2 GW de energia eólica.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil vai adicionar em 2014 mais de 2 GW, elevando para 5 GW o total de capacidade instalada. Atualmente, o país tem cerca de 200 parques eólicos em operação.

Em relação ao potencial de geração de energia eólica, o país ocupava a 15ª posição em 2013 e deverá alcançar a 10ª este ano. Em 2015 deverá chegar à 7ª posição do ranking mundial.

Veja fotos de parques eólicos em operação e em obras pelo Brasil.

O grande potencial do setor no Brasil tem atraído investidores de países como Espanha, Bélgica, Portugal e Itália, e contribuído para reduzir o custo da energia eólica. O próximo leilão de energia eólica, previsto para o dia 28 de novembro, já tem 708 projetos inscritos, totalizando mais 700 megawatts na matriz energética brasileira. 

“O vencedor ganha um contrato de 20 anos. É um contrato de longo prazo, por isso o sucesso”, afirma Maurício Tolmasquim, presidente da EPE.

No final de 2012, o setor eólico representava cerca de 2% de toda a capacidade instalada no Brasil. Até o final de 2023, essa fatia deverá chegar a 11%. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem contribuído para o país alcançar essa meta, investindo na expansão de parques eólicos no país, principalmente nas regiões Nordeste e Sul.

Linhas de Transmissão

Para que a energia produzida pelos parques eólicos seja, de fato, distribuída pelos centros consumidores, é necessária a instalação de linhas de transmissão. Para evitar que os parques eólicos fiquem prontos antes das ligações, o governo federal tem antecipado os leilões. “Já planejamos e licitamos linhas para escoar a energia a ser produzida. Estamos licitando agora para entrar em operação em 2018”, informa Tolmasquim. Os estados que estão nessa lista de investimentos são Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas Sergipe, Bahia e Rio Grande do Sul.

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