Portal do Governo Brasileiro

Notícias do PAC

Assinar RSS O que é RSS?

País avança no acesso à energia sustentável

22 de Junho de 2012

O diretor do Departamento de Energia Elétrica da Secretaria do PAC, Celso Knijnik, participou nesta sexta-feira (22), do debate Acesso Sustentável à Energia na Arena Socioambiental, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas, Rio+20. 
 
Confira aqui todos os participantes do debate e outras informações.
 
Knijnik destacou que o Brasil tem investido em programas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como forma de estimular a economia e realizar as obras que o País precisa, gerando empregos, fomentando a cadeia produtiva da construção, reduzindo desigualdades sociais e regionais e promovendo o desenvolvimento regional sustentável. “Um dos motores dessa proposta é a expansão da geração de energia elétrica, uma vez que não há crescimento sem energia. Para atender ao crescimento que almejamos, precisamos aumentar em quase 7.000 MW por ano a nossa capacidade instalada, o que requer um grande esforço”, defendeu. 
 
O diretor do PAC afirmou que para vencer o desafio de implantar novos empreendimentos aproveitando o potencial hídrico brasileiro, o governo federal tem procurado aperfeiçoar ações de sustentabilidade socioambientais para permitir que as regiões afetadas atinjam uma situação melhor da que se encontravam antes. 
 
O Programa Luz para Todos, criado em 2004, surgiu com essa proposta de estabelecer um novo patamar de qualidade para a vida dos 10 milhões de brasileiros que, até então, não tinham acesso à energia elétrica. “Hoje o Luz para Todos já levou energia para quase 3 milhões de famílias, beneficiando 14,4 milhões de pessoas em todo o Brasil”, destacou Celso Knijnik. 
 
José Deval, morador do assentamento Colônia 2 em Padre Bernardo, em Goiás, é um desses milhares de brasileiros que tiveram sua vida beneficiada pelo programa Luz para Todos. Deval participou do debate da Arena Socioambiental via internet e afirmou que hoje pode morar no campo com todos os benefícios de uma pessoa que mora na cidade. “Posso viver minha vocação, continuar na minha região, sem precisar migrar para a cidade pois hoje tenho condições de produzir. Para mim não tem crescimento se não houver produção seja agrícola ou econômica”, relatou o morador. 
 
Sheila Oparaocha, secretária-executiva da Rede Internacional para o Gênero e Energia Sustentável da Zâmbia, relatou, de maneira emocionada, a realidade das mulheres pobres de seu país. Segundo ela 90% da lenha usada para consumo de energia da Zâmbia é coletada por mulheres e que, nos 22 países em que ela trabalha, faltam investimentos públicos para melhorar as condições dessas mulheres. “Minha luta é pelo acesso igualitário da energia  entre homens e mulheres não só para indústrias mas para domicílio. Essa é uma questão fundamental do desenvolvimento sustentável. É preciso conectar ao desenvolvimento energético a redução da pobreza e aos compromissos internacionais”,defendeu Sheila Oparaocha. 
 
Matriz energética
 
Celso Knijnik destacou ainda que a Matriz de Energia Elétrica do Brasil possui 86% de fontes renováveis contra a média mundial que é de 18%. “Nos orgulhamos disso, mas o desafio de expandir a geração aumentando esse percentual é muito grande”, disse Celso.
 
Se comparado a outros países, o Brasil possui níveis de consumo de energia baixos, são 2.200 kwh/consumidor, contra a faixa de 6 a 7.000 kwh/consumidor de países como a Alemanha, Coréia do Sul e França e acima de 10.000 de países como Austrália e Estados Unidos.
 
O presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rosseto,afirmou que o Brasil está comprometido com o compromisso de melhorar cada vez mais a matriz energética. “Entramos no século XXI com uma matriz energética quase 50% renovável por conta da nossa energia hídrica, da biomassa, do etanol, do biodiesel, da energia elétrica produzida pelos nossos ventos, nossas águas. O compromisso que o País tem é melhorar ainda mais essa matriz energética, torná-la mais renovável, mais barata e mais acessível ao povo brasileiro”, finalizou.