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Novo avião da Embraer reforça a FAB e também a indústria brasileira

21 de Outubro de 2014

Apresentação do novo avião da Força Aérea Brasileira, o KC 390, apresentado pela Embraer em São Paulo.

A maior e mais sofisticada aeronave já projetada e fabricada no Brasil foi apresentada nesta terça-feira (21/10) na cidade de Gavião Peixoto, em São Paulo. O KC-390, desenvolvido pela Embraer a partir dos requisitos estabelecidos pela da Força Aérea Brasileira (FAB), é um produto aeroespacial de última geração que irá substituir toda a frota dos aviões cargueiros C-130 Hércules atualmente utilizados no Brasil.

Foram cinco anos de trabalho envolvendo mais de 5 mil profissionais. O avião entra ainda este ano na fase de testes. O governo brasileiro já encomendou 28 aeronaves à Embraer. Argentina, Chile, Colômbia, Portugal e República Tcheca já manifestaram interesse em adquirir a aeronave. 

“O foco é que esse avião tenha o menor custo de manutenção de ciclo de vida, portanto de manutenção e suporte ao longo de sua vida, de toda a sua classe. Isso vai fazer com que esse avião seja competitivo, não apenas para baixar os custos para as Forças Aérea Brasileira, mas também para que ele seja atrativo para operar em vários lugares do mundo, competindo de igual para igual com o que existe de melhor nessa classe de aeronave”, disse o engenheiro e gerente do projeto na Comissão Coordenadora Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Coronel Sérgio Carneiro.

O KC 390 é desde já um dos mais modernos aviões militares de carga do mundo.

O desenvolvimento do KC 390 contou com R$ 4,5 bilhões do PAC, que também investiu, entre 2011 e 2014, R$ 5,5 bilhões para o desenvolvimento da Tecnologia Nuclear da Marinha; para a Implantação de Estaleiro e Base Naval para Construção e Manutenção de Submarinos Convencionais e Nucleares; e para a montagem e produção de 48 helicópteros de porte médio.

Um KC-390 poderá decolar de Brasília e chegar sem escalas a qualquer capital brasileira com 23 toneladas de carga, sua capacidade máxima. Nas asas, pode levar até 23,2 toneladas de combustível, sendo possível fazer, em voo, o próprio reabastecimento ou o de outros aviões ou helicópteros. Também pode operar em pequenas pistas na Amazônia, realizar buscas e lançar carga em pleno voo. 

Para 2016, são aguardadas as primeiras entregas das 28 unidades adquiridas pela FAB. Quando a linha de montagem estiver ativa, a expectativa da Embraer é gerar mais de 12 mil empregos diretos e indiretos.

Saiba mais no site da Força Aérea Brasileira.