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Jirau (RO) é a maior usina de energia renovável registrada na ONU

17 de Setembro de 2013

A Usina Hidrelétrica (UHE) de Jirau, em construção no Rio Madeira (Porto Velho - RO), foi registrada no Mecanismo de Desenvolvimento Livre (MDL) da Organização das Nações Unidas (ONU) como maior projeto de energia renovável do mundo. Jirau está entre as maiores obras em construção pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), em termos de investimento, ocupando a sétima colocação. O empreendimento é a segunda maior hidrelétrica em construção no país, atrás de Belo Monte.  
 
O relatório de avaliação da ONU atestou que o projeto foi desenvolvido de acordo com boas práticas internacionais, contribuindo para o clima global e o desenvolvimento local, sendo capaz de honrar o compromisso com a sustentabilidade social e ambiental estabelecido pelo governo brasileiro, os acionistas e os financiadores do projeto.

Para Victor Paranhos, presidente da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária responsável pela usina, o reconhecimento da ONU “é um aval muito importante para mostrar que é possível fazer um empreendimento deste porte na Amazônia com total aderência às regras de sustentabilidade”.  

O relatório apresentado à ONU mostra os benefícios que resultaram do investimento em saúde, educação e segurança pública. Entre os resultados se destaca a redução de 50% dos casos de malária, de 2007 a 2012, segundo o Sistema de Informações de Vigilância Epidemiológica da Malária (SIVEP) do Ministério da Saúde. Desde a instalação da hidrelétrica, os casos da doença têm reduzido em média 11% ao ano.
 
O Plano de Ação para Controle de Malária destinou R$ 5,5 milhões na primeira fase do programa para investimentos em laboratórios e postos de apoio para diagnóstico e tratamento da doença, aquisição de mais de oito mil mosquiteiros e na borrifação de produto contra o mosquito transmissor em residências. 

“Porto Velho é uma região de alto risco de transmissão de malária e pela primeira vez na história aparece fora desta zona de risco”, destaca a diretora de Meio Ambiente e Sustentabilidade do consórcio ESBR, Thais Soares. Outros R$ 7 milhões serão aplicados na segunda fase do plano para controle da malária. 

A construção de Jirau também contribuiu para a preservação do bioma e da biodiversidade da Amazônia. A conversão e a integração das florestas nativas da margem norte do reservatório ao Parque Nacional (PARNA) Mapinguari criou uma área de proteção federal integrada entre os estados de Rondônia e da Amazônia, ampliando sua área de proteção perpétua para 17.769 Km². 

Além disso, a usina permitirá reduzir as emissões de gases de efeito estufa em, aproximadamente, seis milhões de toneladas de CO2 ao ano, uma vez que sua operação irá proporcionar a diminuição da crescente geração de energia termelétrica, a partir de combustíveis fósseis. O projeto está autorizado a vender seus créditos no mercado europeu de comercialização de emissões. 

Usina Hidrelétrica de Jirau

A UHE Jirau é composta por 50 turbinas distribuídas em duas casas de força, com uma capacidade instalada de 3.750 MW e energia assegurada de 2.279,40 MW médios. Cerca de 10 milhões de residências brasileiras serão abastecidas por Jirau. 

Mais de 18 mil trabalhadores participam da construção da usina e cerca de 50 mil já receberam treinamentos oferecidos pela ESBR. O empreendimento está orçado em R$ 13, 1 bilhões.