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Novo leilão de fontes alternativas de energia negociará contratos de eólica e biomassa

29 de Outubro de 2014

O leilão de fontes alternativas de energia marcado para o dia 10 de abril de 2015 pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em que serão negociados contratos de energia eólica e biomassa, deverá atrair muitos investidores e ter grande competição, afirma Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

“Isto porque hoje há um número muito grande de projetos eólicos em curso e, quanto a biomassa, nós estamos atendendo a um pleito antigo dos usineiros que é poder vender o aumento da produção decorrente do aproveitamento das pontas e palhas da cana”, explicou.

O Brasil tem hoje entre 78% e 89% de sua energia elétrica produzida por meio de fontes renováveis. No mundo, a média é de 20%.

Veja fotos de obras de geração de energia elétrica do PAC 2 pelo Brasil.

Os investidores que ganharem o leilão irão suprir as distribuidoras de energia por 20 anos com a produção de suas usinas, novas ou já existentes. O preço de venda desta energia será definido no certame e será reajustado, ao longo dos anos, de acordo com o IPCA. “Então, é muito atratativo ter um contrato de longo prazo, indexado e ainda aceito pelo BNDES como parte da garantia financeira”, completou Tolmasquim.

Os empreendedores tem até 14 de novembro para se inscreverem, na EPE, para o leilão. 

Tolmasquim ressaltou que as fontes eólicas e biomassa são muito interessantes por serem renováveis; menos poluentes; por gerarem emprego e renda em regiões mais pobres; e por prover a entrada relativamente rápida de energia no sistema. “Uma hidrelétrica, uma usina térmica à carvão ou gás levam de quatro a cinco anos para construir. Já a eólica e a biomassa dá pra fazer em até dois anos ou menos”, disse.