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Águas do São Francisco já correm pelos canais do Projeto de Integração

22 de Outubro de 2014

Os testes de bombeamento de água no trecho 1 do Eixo Leste foram bem sucedidos. Foto: Divulgação / outubro 2014

Os ministros Miriam Belchior (Planejamento) e Francisco Teixeira (Integração) vistoriaram nesta quarta-feira (22/10) as obras do Projeto de Integração do rio São Francisco (PISF), no trecho localizado no município de Floresta, em Pernambuco. Belchior e Teixeira acompanharam testes de bombeamento de água na Estação de Bombeamento 1 (EBV1), que foram iniciados na última segunda-feira (13/10), cumprindo o cronograma de andamento das obras. Até o final do ano, esse trecho da obra - a Meta 1 Leste - estará em pré-operação e, em seguida, entrará em operação comercial.

"O primeiro reservatório de Areais já vai estar cheio na próxima semana", afirmou a ministra Miriam Belchior. A estação bombeia a água do lago de Itaparica até a o reservatório Areias, que fica em Floresta. Ao todo, as estruturas do eixo Leste irão elevar a água em 300 metros acima do nível médio do lago de Itaparica até o ponto mais alto do canal - altura que pode ser comparada a um edifício de 100 andares.

"É um prazer ver esses primeiros 15 quilômetros com água, é muito importante. Você vê o contraste da caatinga seca e a água passando aqui nos canais", afirmou o ministro Francisco Teixeira.

As estações de bombeamento são estruturas responsáveis por elevar a água de um terreno mais baixo para um mais alto. O Projeto de Integração do São Francisco tem seis estações no eixo Leste e três no eixo Norte. Em agosto deste ano foram abertas as ensecadeiras (barramento), enchendo os canais até as primeiras Estações de Bombeamento dos dois eixos do projeto: Norte e Leste. 

Atualmente, as águas do São Francisco já percorrem 15 quilômetros, do Lago de Itaparica até o Reservatório Areias. 

Veja fotos das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

O empreendimento está hoje com 66,1% de sua execução física concluída. As obras deverão ser finalizadas até dezembro de 2015. Cerca de 1,5 mil trabalhadores atuam na obra, além de 4,1 mil máquinas em operação ao longo dos 469 quilômetros de sua extensão. O Projeto de Integração do rio São Francisco inclui dois canais lineares, 13 aquedutos, nove estações de bombeamento, 27 reservatórios e quatro túneis para o transporte de água.

Estação de Bombeamento 1 do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Foto: Divulgação/outubro 2014

Durante os testes, os técnicos do ministério da Integração fizeram ajustes entre os vários equipamentos da estação de bombeamento, entre els as motobombas que fazem a água entrar nos reservatórios. Cada bomba pesa cerca de 100 toneladas, o equivalente a 100 veículos populares.

O Projeto de Integração do São Francisco (PISF) é um empreendimento de proporções e complexidade elevadas que vai garantir segurança hídrica a uma população de cerca de 12 milhões de pessoas em 390 municípios do Nordeste brasileiro. Trata-se do maior projeto hídrico brasileiro cuja proposta data do Segundo Império (segunda metade do século 19). Desde então todas as tentativas de implantação do projeto fracassaram. As obras começaram de fato apenas em 2007.

Obras de transposição são complicadas e difíceis de serem tocadas em qualquer parte do mundo. O projeto Colorado-Big Thompson (site em inglês), nos Estados Unidos, tinha 240 quilômetros de extensão e levou 21 anos para ser concluído. A transposição Tejo-Segura, na Espanha, demorou 40 anos para ter os seus 242 quilômetros concluídos. Já os 150 quilômetros do Projeto Chavimochic, no Peru, foram executados em 10 anos. O Projeto de Integração do Rio São Francisco tem um total de 477 quilômetros de extensão.

Saiba mais sobre o empreendimento no site do Ministério da Integração.